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O Universo numa casca de bacuri
Há onze anos atrás
nos calô de Teresina, tá escrito nos jornais da América latina: Nasceu Xandin de Alencá, um curumin exemplá, nas terra da cajuína. Já nasceu fazendo estória de afamada inteligência; uma mente meritória, desafiando a ciência, foi nascê no Piauí, com o maior dos QI que o guines faz referência. Primeiro dia de vida e já falava alemão... e prá calá quem duvida, escreveu, cas duas mão uma carta em latim e a outra em mandarim, mode fazê tradução. Era bom no aramáico, catalão e esperanto; corrigia em hebráico as fôia do livro santo; inté na língua de mudo ele falava de tudo, o moleque era um espanto! Antes do primeiro mês já se pôs a engatinhá, que nem gato picinez, antes do bicho engordá. Gatinhava tão ligeiro, que de dezembro a jeneiro já começou a andá. No primeiro aniversário, primeiro ano de vida, já ensinava ao vigário sua reza preferida. No dia do batizado perdoou tanto pecado, inté da vó Margarida. Pulou o jardim da infância, e tombém o pré-primário, sem magá da ignorância dos aluno refratário, prá quem fazia questão, sem cobrá nenhum tostão, de ensiná o abcedário Inté mesmo os professô ele passava um quinal! O que é de se supô, pois a mente genial, tirava raiz quadrada, e razão aproximada de desenho espacial. Hoje aos quase doze ano de vida no Piauí, segundo o véi Segisnando, que é o avô do Saci, Ele faz experiência, pro progresso da ciência, na casca dum bacuri.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 02/10/2005
Alterado em 02/10/2005 Copyright © 2005. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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