![]() Li Maial estava presente! Aproveito o ar de confraternização, para ventilar a possibilidade de um encontro como este em alguma bienal:
Encontro real de amigos virtuais na Bienal em SAMPA Encerrei o expediente, Logo após o meio dia, Pois não contive a alegria No coração e na mente. Iria ver muita gente, Que transbordava em carinho. Me pus os pés no caminho No rumo da Bienal... Capaz de até passar mal, Se estivesse sozinho. Maria e o seu carinho, Estava junto comigo. Seu abraço, o meu abrigo, Seu coração, o meu ninho... Mas teve, também, o vinho E uma dose de cachaça, Pra relaxar a carcaça, Além da ansiedade. Pra não faltar com a verdade: Perdi a conta da taça... Parei o carro na praça, Embarcamos num trezinho, Que completava o caminho E era, também, de graça. Lá foi, soltando fumaça, Até o portão principal. Entramos na Bienal, Eu e a minha Maria, Respirando a poesia Daquela ar cultural. Avistei um bacanal De gente muito elegante, Feito um inferno de Dante, Na minha diagonal. Pensei comigo: Afinal, Agora vou conhecê-los! Dei um olhar nos cabelos, No semblante de Maria, Que irrradiava alegria Pelos seus lábios vermelhos. Já pude reconhecê-los A uma meia distância, pelo a maior elegância pelo branco dos cabelos: se ajuntando, aos novelos, Ao lado do Capitão, Todos de copo na mão Numa conversa animada, E as musas dando risada Sem prestar muita atenção. Li, Lu, Fá, Anja e Kika, Que chegou logo em seguida. Lete, a desaparecida, veio tarde, ressentida, mas ficou de bem c'oa vida. Por detrás de um divã. Toda a calma do Nathan Contrastava o ambiente; Com seu ar inteligente, Autografando pra fã. Todos: Irmão e irmã, Num encontro fraternal, Comemorando, afinal, A amizade do amanhã: O corpo são, mente sã, Com se diz no ditado. Todos juntos, lado a lado, Brindamos com muita graça, Até o fim da cachaça Que Valdez tinha guardado. O almoço, reservado, Num tal “VIP” restaurante, Um bandejão elegante Metido a sofisticado: Garçom de terno arrumado, Gravatinha borboleta, Desses que traz a caneta E a comanda na mão, Que dá maior atenção Quanto maior a gorjeta... Foi uma tarde perfeita! Muito riso, gargalhada... Muita conversa fiada... A comidinha mal feita, Que ninguém quis a receita, Não estragou o almoço. Apesar de muito insosso, O cardádio principal: Da penosa, água e sal, Num soubrou nem mesmo osso. Um garçon, ainda moço, Serviu o vinho e a cerveja Também trouxe na bandeja O tal angu sem caroço, E, sem o menor erforço, Rasgou enorme elogio, Pois o dono era seu tio, O mestre cuca, seu mano; Família de carcamano Chegada a pouco do Rio. Depois de um assobio, Chegou o seu ajudante: Um nordestino falante, Desses de dá arrepio... Veio falando macio Pra explicar a despesa. Cobrou até pela mesa E o aluguél do salão... Pela cara de ladrão Deve ser de *Fortaleza! *Brincadeirinha-rsss Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 04/10/2005
Alterado em 19/07/2020 Copyright © 2005. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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