![]() Quantos versos são perdidos e levados pelo vento
Desde Camões à Pessoa, Passando aqui por Drummond... Nas mãos de Santos Dumont E toda essa gente boa, Há sempre um verso que voa Nas asas do pensamento, Pronto pra tomar assento Entre tantos nunca lidos. Quantos versos são perdidos E levados pelo vento. Do Soneto à Redondilha, Desde a Trova ao Cordel, Cada um tem seu papel E constrói a própria trilha, Pra fugir da armadilha E chegar ao seu intento. Se não todos, dez por cento Dos poemas concebidos. Quantos versos são perdidos E levados pelo vento. Desde José Alencar A Alencar Herculano, Há sempre um parnasiano, Feito louco, a procurar Um verso que forme par, mesmo sendo ciumento, Na terra ou no firmamento agora e nos tempos idos... Quantos versos são perdidos E levados pelo vento. Desde o Terceto ao Haicai, Desde a Setilha ao Rondel, Há sempre algum menestrel, Que, dalgum verso, é o pai, E pelo mundo se vai, Na corcunda do talento, A cuidar do seu rebento e outros recém-nascidos. Quantos versos são perdidos E levados pelo vento. Mote: José Dantas Glosa: Herculano Alencar Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 07/01/2021
Alterado em 07/01/2021 Copyright © 2021. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|