![]() Pensando em voz alta.
A luta justa do trabalhador parece estertorar no lugar comum de domínio histórico do nosso País, sob os aplausos efusivos e o bater de asas das moscas travestidas de beija-flor. Não vejo, no fim do túnel, senão uma réstia a iluminar o ânus do capitalismo selvagem, por onde entra e sai, respectivamente, o trabalho e a produção. Os doutos cérebros subservientes ejaculam, estéreis, a masturbação dos seus próprios egos. Não há um projeto alternativo. Há, sim, uma luta intestina entre os nematoides seculares e os neófitos. A minha tristeza é que nesta luta, seguindo uma lógica Darwiniana, o Brasil abrigue, cada vez mais, os vermes que sobreviveram aos purgantes da democracia. Sinto-me, igualmente, um derrotado entre os que trocaram o medo pela esperança. Não vejo saída! O Brasil há de ser devolvido ao clamor daqueles que, covardemente, amamentam seus preconceitos à sombra dos farrapos das bandeiras de moralidade que ajudaram a rasgar: os corruptos históricos e permanentes (grandes empreiteiros e políticos em geral) sob o manto de parte da mídia e a toga de parte do judiciário e os corruptos eventuais (os cidadãos que aguardam ansiosamente uma oportunidade) sob o manto da hipocrisia. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 23/12/2005
Alterado em 23/08/2016 Copyright © 2005. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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