![]() O erudito e o menestrel
—Vosmecê na rima dum soneto por pouco não atinge perfeição, Inté parece o Pai da criação, ao fazer Eva, o verso mais perfeito. —Me curvo a ti, poeta, em reverência! Vossa Excelência, nobre menestrel, floresce, na cultura do cordel, a poesia nua, em sua essência. E assim vão os poetas de mãos dadas, trilhando, dia e noite, a mesma estrada, à guisa e ao sabor da poesia... O erudito, mangas regaçadas... Com rimas ricamente calculadas, concede ao menestrel a maestria. E o menestrel, em nobre companhia, derrama seus cordéis pelas calçadas. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 18/01/2006
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