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Alter-ego poético
Herculano Alencar
—Não me agrada a tua poesia. Falou-me o poeta que há em mim. —A tua pieguice não tem fim, se eu fosse tu, jamais escreveria. Falou... falou de mim, mas não sabia que eu, por ser o sócio do seu ego, podia enxergar com o olho cego e ver a sua inveja em agonia. Então continuei, por teimosia, a rascunhar a vã caligrafia, sem que ao alter-ego desse ouvido. E creio agora que, neste momento, quando me veio um verso ao pensamento, ter alter-ego já não faz sentido.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 27/01/2006
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