![]()
Adeus...
O adeus é um gérmen da saudade,
que brota e floresce, e ganha o mundo. Ele enraíza tanto, e tão profundo, que mata pouco a pouco a liberdade. Todo adeus tem um quê de majestade que avassala um coração fecundo: Semeia, rega, e guarda, bem no fundo, os grânulos do amor e da maldade que desabrocham juntos e se vão... até que a vida imerja, à metade, em sua mais profícua servidão. Desfaz-se, da razão, a insanidade! E, de insanos súditos, se vão... juntar a novo adeus nova saudade.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 19/09/2008
Alterado em 17/02/2020 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|