![]() Fabela da Raposa e a uva
Pulava a raposa, embevecida, sob as sombras dos cachos da videira. Passava-se a manhã quase inteira sem um só grão de uva consumida. A uva insinuante, oferecida... impávida realça a beleza. Quanto mais a raposa a deseja com mais beleza ainda é percebida. A tarde cai, mas nunca cai a uva. Nem mesmo com o vento ou com chuva, sequer um doce bago vai ao chão. E queda-se, a raposa, indiferente, como quem diz pro sol, já no poente: a lua há de fazer cair um grão. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 31/08/2006
Alterado em 24/04/2021 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|