![]() A matemática da chuva
Milhões de pingos caem por segundo formando uma coluna sobre o chão. E mais um pingo, e outro, e um milhão de pingos ora caem pelo mundo. A chuva ritimada, em turbilhão, inunda os olhos tristes do estio. A natureza, então, em pleno cio, semeia a poesia de verão. E no balé da chuva, o coração explode de alegria, qual trovão, a ribombar, no peito, doce mágoa. Até que vem o sol, colar de brasa, e a poesia agora sai de casa disposta a recontar os pingos d'água. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 28/03/2011
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