![]() A serenata de Schubert
Quando a janela abriu-se, a poesia entrou sem que pedisse permissão. E o poeta, ao som do violão, há muito já tocava a melodia. A musa acertou o coração pelas estrelas vistas da janela e frágil, como sombra à luz de vela, tremeu por sob as ondas da paixão. A brisa, a varrer a madrugada, fazia redemunhos na calçada com quisesse ouvir a serenata. E o poeta, prenhe de estesia, pinta o alvorecer de mais um dia na linha, do horizonte, escarlata. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 18/09/2011
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