![]() Juízo de louco
Era louco, mas era seu amigo! Vendia bugigangas de papel. Carregava nas costas um farnel, e usava um chapéu como abrigo. Um dia desses, esse louco amigo brigou com ele sem motivo algum. Tinha um bafo de vômito e de rum e uma rolha de vinho no umbigo. E profanou, avacalhou consigo, sem um motivo, sem explicação. E rosnou e lador qual fosse um cão, a farejar no ar algum perigo. Ainda hoje tento e não consigo pensar que um louco briga sem razão. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 13/01/2007
Alterado em 18/09/2020 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|