![]() A matemática do ciúme
Isóscele, o trígono do amor tem dois de seus três lados sempre iguais. Mas o terceiro tem um algo mais, que não se sabe ao certo onde pôr. Os ângulos enviam seus sinais ao seno e ao co-seno, o tempo todo, à espera permanente do engodo, que há por trás da soma dos casais. Da mediana aparta-se o bigume: de um lado, a mão insana do ciúme, do outro, o pesadelo da traição. E quanto mais amor um homem sente, há sempre aquela dúvida silente, pendente entre o castigo e o perdão. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 10/03/2012
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