![]() A matemática da saudade
Há vinte e quatro horas não te vejo! São oitenta e seis mil e quatrocentos os segundos que somam sofrimentos, e choram pela falta do teu beijo. Teu corpo não me sai do pensamento: dois pomos paralelos sobre mim, dois braços, que parecem não ter fim, ao te darem completa, em juramento. Hoje só sou, de mim, uma metade, a outra é a soma da saudade e o resto da perversa divisão: um número qualquer, posto ao acaso, que ainda não venceu seu curto prazo nas voltas do relógio da paixão. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 15/03/2012
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