![]() A matemática do ébrio
Trançando as pernas bambas, uma a uma, o bêbado calcula a trajetória e segue a contar a mesma história, que hoje dá suporte à sua alcunha. E topa, e destrói a própria unha nas quinas das calçadas, sem medida. E desse jeito vai levando a vida por muito tempo mais do que supunha. O ébrio já não soma quase nada! Vomita seus poemas na calçada até que o sol proclame um novo dia. E quando o bocejar pede uma mão, a outra antepõe-se ao coração pra consolar o peito em agonia. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 16/03/2012
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