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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Pintura poética

Arco-íris alado, a borboleta
desfila suas cores nas alturas,
em meio a milhões de criaturas,
que pairam pelos ares do planeta.

Voa, com sensual desenvoltura,
ao lado dum fulgente beija-flor.
A tarde, ainda espera o sol se pôr,
enquanto as flores riem na pintura.

Na tinta do poeta, a poesia
respinga, com soberba maestria,
a cada movimento do pincel.

Enquanto a borboleta e o beija-flor
elevam o talento do pintor
nas asas do Bolero de Ravel.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 25/03/2012
Alterado em 05/05/2025
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