

Verve senil
Minha verve senil, presbiofrênica, refém da minha vil inspiração, assina, ao roda-pé da criação, uma menção confusa, esquizofrênica. Poetas, como eu, sem tradução, tedem a dormitar suas fobias na lírica das mil patogenias, que plange, dentro d'alma, o coração. Quem lê meus versos pode antever, junto à rima em riste, o que há de ser a briga entre a dúvida e o talvez. E digo ao grande vate, pós-moderno, que rima amor materno com inferno: o diabo almeja a alma de vocês. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 27/04/2012
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