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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Verve senil

Minha verve senil, presbiofrênica,
refém da minha vil inspiração,
assina, ao roda-pé da criação,
uma menção confusa, esquizofrênica.

Poetas, como eu, sem tradução,
tedem a dormitar suas fobias
na lírica das mil patogenias,
que plange, dentro d'alma, o coração.

Quem lê meus versos pode antever,
junto à rima em riste, o que há de ser
a briga entre a dúvida e o talvez.

E digo ao grande vate, pós-moderno,
que rima amor materno com inferno:
o diabo almeja a alma de vocês.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 27/04/2012
Alterado em 15/09/2021
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