![]() A metáfora do capital e o trabalho
Nos ombros, um casaco de vison. À mesa, ovas frescas de esturjão. O maitre sinaliza pro garção, que serve um cabernet sauvignon. Os saltos trocam passos no salão e põem os paletós em desalinho. A música disputa com o vinho, que faz da taça seu diapasão. Nos ombros os detritos do jantar. À mesa ovas murchas de esturjão. A pia sinaliza pro sabão a louça que o espera pra lavar. Há sempre, a dar sustento ao caviar, a força de um prato de feijão. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 01/05/2012
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