No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

A Pena do Sabiá.

O sogro português (o velho Pena)

tinha por seu herói um pescador,

que, como é razoável se supor,

pescava em Lisboa e Ipanema.

 

Um dia sua nora, Rosa-flor,

achou um sabiá em um poema

e como numa fita de cinema,

tornou-se o sabiá seu grande amor.

 

Hoje, que uma tristeza se abate

por sob o céu vermelho escarlate

e ouvi dos meus lençóis o sabiá,

 

fiz do meu coração uma palmeira.

Quiçá o sabiá ainda queira

trazer Gonçalves Dias para cá.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 24/06/2012
Alterado em 19/11/2024
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