![]() A santa culpa
Matou-se de tristeza o pobre anjo: asas abertas sobre a Guanabara! Nem mesmo Tom Jobim imaginara em dedicar à morte tal arranjo. Do alto o Redentor pegou um banjo e deu o tom ao canto funerário! Na praia, um serafim imaginário curtia o sal ao sol do céu laranjo. Caiu como um flecha o coitado, sem ter sequer um tempo pra chorar! De asas brancas, sob o sol e o mar, rolou feito uma pedra no telhado! Matou-se o pobre anjo sem pecado, porque não teve tempo de pecar. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 16/07/2012
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