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Nó de marinheiro
A cada nó que à vida eu renego,
um outro nó aperta-me a alma! Eu vou, de nó em nó, com toda calma, até fazer da vida um nó cego. Por que o nó aperta quando pego na corda que enlaça o sofrimento, pra dar um nó no nó do pensamento de todos nós que ora eu carrego. Mas haverá um dia, certamente, que todos nós serão os nós da gente a apertar os nós do mundo inteiro. E nesse dia podem ter certeza, de que o nó do nó da natureza, será um antigo nó de marinheiro.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 04/03/2007
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