![]() A metáfora do ardil poético
Certa vez um poeta do Parnaso acordou uma linda borboleta, que dormia, no fundo da gaveta, naquele dia, quase por acaso. -Que fazes tu aqui oh! borboleta! Exclamou o poeta desdenhoso. -Não vês que atrapalhas meu repouso? Retrucou, prontamente, a borboleta. Pegou-a o poeta, com veemência, e arremeçou-a rumo a janela. A borboleta, lívida e bela, escarneceu com falsa inocência: -Bendito sejas tu, parnasiano! -Bendita seja o dom da poesia, que ao abrir a gaveta em que eu dormia me pôs em liberdade, por engano. A poesia nunca tem um plano, mas dá asas ao verso, todavia. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 26/03/2007
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