No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Perdão venal (Brincando com o " Perdão banal " de Rosa Pena)
Eu já a perdoei a vida inteira!
A cada novo dia, um perdão
por qualquer coisa, por qualquer razão,
dava perdão até por brincadeira.

Eu perdova, da minha maneira,
com o sorriso triste do perdão
dissimulando cada frustação,
como se ela fosse a primeira.

Mas o perdão tem lá as sua manhas!
De tanto perdoar suas façanhas,
passou a inquirir quais as razões.

Hoje ele perdoa sem sorriso,
não antes de rever o prejuízo
e o saldo da balança de perdões.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 22/04/2007
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