![]() Meu soneto em versos livres
A poesia deu-se para a rima, que corrompeu meu último soneto. Desmantelou o régio esqueleto, e a métrica servil que o arrima. Dois versos livres são o par perfeito para subverter a poesia e dar à rima, enfim, a alforria e dar ao verso, enfim, um novo jeito. Não rimarei agora e doravante nenhum só verso, ainda que errante, para vestir a roupa do defunto. Terei este soneto como prova de quantas rimas pus dentro cova, em que a poesia me me pôs junto. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 15/09/2005
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