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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Jura de amor

O Amor nunca morre, o amor adormece!

Cochila numa prece, acorda num sonho!

Resurge sobre as cinzas, seu manto tristonho,

Com o mesmo tamanho do sonho e da prece.

 

O amor não merece cruel julgamento

Tampouco o sofrimento das dores do Adeus.

Devolva-me os beijos, que eles são meus,

Seus beijos são as dores do meu sofrimento.

 

Imagine, um momento, a beleza da jura,

A imagem mais pura da sanha de amor.

Não sej assim  tão cega, não seja tão dura...

 

Pois eu sou seu poeta, meu Deus! Por favor...

Não me deixe sofrer a cruel desventura,

De viver na clausura: escravo ou senhor!

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 17/09/2005
Alterado em 06/08/2024
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