No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Político de carreira

Queria ser palhaço. Sempre quis!

De um circo qualquer, mesmo pequeno,

Desses que armam lonas no terreno

E fazem um adulto mais feliz.

 

Usar uma bolinha no nariz,

Fosse preta, vermelha, multicor…

Ouvir o som solene do tambor

E o público, em coro, pedir bis.

 

Por falta de caráter e de talento,

Findou por desistir do seu intento

E se deu ao ofício de mentir.

 

Perdeu o brio, a alma de palhaço…

Vive a roubar o pão, já tão escasso,

Antes que chegue à mesa do faquir.

 

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 12/03/2015
Alterado em 21/09/2025
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