![]() Chuva de flores
O sol, o mar, as dunas de areia... o vento, a sibilar bela cantiga, sacode os seios nus da rapariga e o sangue que borbulha em minha veia. Ao longe, o canto triste da sereia faz a segunda voz da poesia, enquanto o sol espalha a luz do dia sobre meu o vil castelo de areia. Era verão com cor de primavera, como se o céu vestisse fantasia. E lá estava eu, em sintonia a esculpir moradas de quimera. Por um momento o vento aquiesceu, e o sol se recolheu por trás do mar. Não mais ouvi sereias a cantar... quedamos, frente a frente, tu e eu. Vi dos teus olhos lágrimas parelhas, quais gotas de orvalho em profusão. E como por milagre de verão, choveram flores brancas e vermelhas. Tentei, como eu tentei, em vão, colhê-las, mas não peguei sequer um só botão. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 26/08/2015
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