![]() Rapsódia de natal
Quantas e quantas noites, acordado, teci as barbas brancas de Noel! Olhar atento, posto para o céu, à espera do trenó anunciado! De cada estrela vinha algum recado, que atravessava o vidro da janela, pra derreter, à luz da luz da vela, o sonho que dormia acordado. Quantas e quantas luas de dezembro eu quis ouvir o riso estilizado e o tilintar dos sinos badalados; sinceramente, quantas, não me lembro! Hoje, à noitinha, eu vou dormir mais cedo! Não vou sequer abrir minha janela! Se por acaso alguém soprar a vela, que vela a minha alma em segredo: Acordem minha alma de brinquedo, que a poesia vem ao lado dela. Quando a vela apagar, não tenham medo, que a lua há de nascer inda mais bela. Então eu vou abrir minha janela e mundo inteiro vai dormir mais cedo. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 07/11/2015
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