![]() A muda muda
Qual folha de outono foi-se a pena e logo outras penas já se vão... O passarinho mudo bica o pão... e o mundo da gaiola se apequena. O poeta, com asas, sente pena e põe-se a rabiscar um verso em vão... enquanto o passarinho cisca o chão a procurar o canto a duras penas. De fora da gaiola, a liberdade sabe que o passarinho, cedo ou tarde, terá de volta as penas e o canto. De dentro da gaiola, a poesia anima o passarinho, todavia, cisca um verso qualquer, em qualquer canto. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 06/02/2016
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