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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Um versinho qualquer na poesia

Um poeta bateu em meu portão,
quando o sol acendeu a luz do dia.
Numa mão um buquê de poesia
e uma rosa vermelha noutra mão.

Do meu peito, meu velho coração
veio à boca falar o que sentia.
E, em mim, algum passe de magia 
fez vibrar a varinha de condão.

O poeta escutou meu coração...
segurou minha mão na sua mão...
e recitou os versos do buquê.

Inda guardo, de cor e salteado,
o primeiro versinho recitado,
sem que meu coração saiba porquê.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 16/04/2016
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