![]() Flor despetalada
Nua, sem uma pétala sequer, a flor envergonhada se escondia, por trás de um buquê de poesia, num quarto descomposto de mulher. Ao lado, um botão de bem-me-quer tentava cortejá-la, sem pudor... Mal sabia (o coitado) que essa flor não era simplesmente uma qualquer: Era a rosa da rosa de Hiroshima, que fugiu do buquê, como uma rima desgarrada dum verso de amor. E que a flor pudica, ali despida, não pôde perfumar durante a vida, tampouco seduzir um beija-flor. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 09/01/2017
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