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Adeus
O adeus é um gérmen da saudade, que brota, floresce...ganha o mundo! Que enraíza tanto, e tão profundo, que mata o sêmen da felicidade. Todo adeus tem um quê de majestade, que avassala um coração fecundo. Semeia, rega, e guarda no fundo raizes de amor e de maldade que crescem juntas, numa união, onde a vida imerge a metade num mergulho de profícua servidão. A razão, enfim, perde a sanidade. E, insanos, os pensamentos vão germinar outro adeus noutra saudade.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 15/11/2005
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