![]() Psicografia no futuro do pretérito
Quando a morte abraçar a poesia, ecreverei meu verso derradeiro, como fosse Pessoa ou Caeiro, dum modo que jamais escreveria. E pela via sacra, ou outra via, no rastro do fulgor parnasiano, levaria do céu pro oceano, uma estrela-do-mar: a estrela guia. Seria, do soneto mediúnico, o verso principal, senão o único, a habitar as celas da memória. E quando a carne enfim virasse nada, eu refaria a última jornada, no rastro da primeira trajetória. E a poesia, alma predatória, viria conspurcar a minha ossada. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 20/02/2021
Alterado em 24/02/2021 Copyright © 2021. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|