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Abandono
Exilei-me de mim, completamente, desde o primeiro beijo que te dei. Depois de tanto tempo inda não sei se há lugar pra mim na minha mente. Nem mesmo sei ao certo se sou gente, ou sou algum destroço do passado. Meu coração -ainda um exilado- descompassado, bate inconsistente. Sinto que até min'alma foi-se embora, deixando sobre a mesa, de penhora, os versos que, de ti, eu escondia. Mas, apesar de mim, o sol desponta... e sempre algum poeta paga a conta do tolo que bebeu a poesia.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 11/11/2007
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