![]() O Eu poéticoO Eu da poeisa não sou eu, Mas uma metonímia de mim. Como quem lê Burke e Bakunin, E ora é crente, e ora é ateu...
Portanto quando o verso diz que eu Sou isso, sou aquilo, sou assim... Não fala na verdade o que é de mim, Ainda que o verso seja meu.
O Eu da poesia é um estranho, Que tem a minha cor, o meu tamanho... E cabe nos limites do meu ego.
Mas não sou eu de fato, simplesmente, Embora eu possa ser o que ele sente Nas coisas que acredito ou que renego. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 10/12/2022
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