![]() Aprendendo a ser sóA poesia, velha companheira, Dorme, aqui comigo, em solidão, Tal como um condenado à prisão, Que se enamorou da carcereira.
E fica de segunda à sexta-feira A esperar o sábado, o domingo... Pra derramar, na cela, mais um pigo Da lágrima que diz ser derradeira.
A solidão, meu caro, é um dilema: Às vezes pede ao só para que gema, Às vezes pede ao só para que ria.
Às vezes diz pro só ficar sozinho. Às veses colhe pedras no caminho E joga, ora em José, ora em Maria.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 18/12/2022
Alterado em 18/12/2022 Copyright © 2022. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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