![]() A pressa é inimiga da perfeiçãoInsultoQuem lê este soneto (minha gente), Que, apressadamente, levo à pena, Há de notar o quanto é pequena A força da gramática vigente.
Pois este é um soneto diferente De todos os soneto que já fiz. É como um baobá que, sem raiz, Balança ora pra trás, ora pra frente...
E por ser feito às pressas, não respeita A rima, nem métrica perfeita, Como se fosse feito a facão.
E, para fazer jus à plebe rude, Sentei a mão na pena, o mais que pude, Só para insultar a perfeição.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 04/01/2023
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