![]() Falta de assuntoCom a falsa modéstia de poeta, Que já versificou pra quase tudo, Até para os sinais do surdo-mudo Aos pés da plebe rude e da seleta,
Vos digo: minha obra é incompleta, E jaz empoeirada, inda no prelo, Por trás do triste drama de Otelo, O pai da minha rima predileta.
Sem a falsa modéstia, todavia, Hoje escrevo bem mais que escrevia, Quanto Carlos Dumont carpiu José.
E agora José? Então pergunto! O que hei de fazer sem ter assunto? -Põe um versinho a mais no rodapé. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 21/11/2023
Alterado em 22/11/2023 Copyright © 2023. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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