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Carnaval da saudade
Hoje somente as cinzas do passado
Vagueiam nas lembranças do presente: O som do tamborim impertinente, O velho violão desafinado. A cuíca que chora, tristemente, A dor que abateu o cavaquinho. O Surdo que ensurdece no caminho, Enquanto o Abre Alas segue em frente. Hoje o meu Carnaval é diferente: Ninguém sabe mostrar a dor que sente, Nem mesmo a cuíca grita, e chora... O meu bloco calou! Canto sozinho! O Surdo emudeceu, no meu caminho, E o velho violão perdeu a hora.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 02/02/2024
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