![]() A deusa da minha ruaEm uma poça d’água eu pinto a lua! Os carros vão passando sobre ela! A imagem, que pinto nessa tela, É a vista do fim da minha rua.
A brisa, que tremula a luz da vela. O vinho, que me embaça a retina. A estrela candente, que ilumina A visão que à noite inda é mais bela.
O sol, que à tardinha já dormiu, Sem que nem para a lua deu psiu, Tampouco pra visão da minha rua.
Nem mesmo a Poesia, essa quimera, Que preguiçosamente me espera, Consegue ver, na poça, a minha lua. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 08/02/2024
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