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Monólogo do seio direito.
Vivo a desmamar cruel saudade
de quando, junto a ti, compadecia... Eu fui indene à patogenia que mutilou bem mais que a vaidade. Eu vi o sangue encher a cavidade! Eu vi murchar o pomo ao meu lado! Eu vi um viço inteiro sepultado, depois de anos de cumplicidade! Eu sou, dos dois, a túmida metade que soma o percentil de morbidade nas estatísticas do sofrimento. Por um acaso, o seio direito, que, hoje só, aplaca o preconceito e a ador que ora sozinho amamento.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 05/01/2008
Alterado em 06/01/2008 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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