![]() Fim de NoiteOra, que o fim da noite antevejo, Entre um gole e outro de cerveja, Sinto que Poesia não deseja, Amealhar as rimas do desejo.
Que o deus-da-noite guie e proteja, O ébrio, o poeta, o insone... O piano, a viola, o trombone... E o viço da flor, quando viceja.
Ora, que o fim da noite me espera, Como um botão de flor na primavera, Eu espero encontrar a poesia.
Mas, se o fim da noite for mais cedo, Vou inventar um sono de brinquedo E pôr a poesia de vigia. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 28/04/2024
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