No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Tango do Covil

Ai, quem me dera eu fosse um cantor,

Um Milton Nascimento, uma Elis…

Ouvir a multidão pedindo bis

Enquanto a luz do palco muda a cor.

 

Ai, quem me dera eu fosse um doutor

Formado, em Teresina, em medicina.

Encher a multidão de vitamina,

E ser avaliado com louvor.

 

Ai, quem me dera eu fosse um garçom

Encher a multidão de champignon

E ganhar dez porcento de gorjeta.

 

Ai, quem me dera eu fosse um Gardel

Tocar pra multidão, na torre Eifel:

Um Tango em Paris, numa punheta.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 22/06/2024
Alterado em 24/06/2024
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