No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Até pensei

 

Era um quintal baldio, e tinha dono:
Um ébrio que dormia ao relento,
Que mudava de rumo como o vento,
Quando, ao se achar, perdia o sono.

 

Me lembro! Era noite de outono,
Eu entrei escondido no quintal
E vi alguma coisa inatural,
Que hoje inda me faz perder o sono:

 

Uma espécie de luz incandescente 
Parecia lutar, inutilmente,
Pra dar de volta a luz ao Assum Preto.

 

Até pensei que fosse coisa minha. 
Mas quando acordei, de manhãzinha,
A luz tinha virado este soneto.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 25/06/2024
Alterado em 25/06/2024
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