![]() Ela desatinouEla sambou no fim da brincadeira, Após despedaçar a fantasia. E o povo, debochando, lhe dizia Que ainda não chegou a quarta-feira.
Alguém jogou um balde de água fria. Alguém lhe deu um tapa na moleira. Alguém tocou um “Viva o Zé-Pereira”. Ninguém desconfiou que ela sofria.
Então desatinou na avenida, Com sua derradeira falsa vida, A debochar da dor e do pecado.
E quando deu por si, estava nua. Alguém na fantasia que foi sua, A desfilar com ela, lado a lado. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 27/06/2024
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