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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

"Não se ama duas vezes a mesma mulher."  Machado de Assis in Memórias póstumas de Brás Cubas (1881)

Amor recorrente

Logo a primeira vez que eu a vi,

Meu coração quedou no peito dela.

Assim se deu início à novela,

Em que a flor prendeu o colibri.

 

A flor era uma rosa amarela,

O colibri sou eu, este poeta.

A novela, cupido, se completa,

Quando a flor, sem motivo, se rebela.

 

Anos depois, a flor,  já sem perfume,

Encontra o colibri que, por costume,

Tem que beijar a flor. E assim o fez!

 

E depois de beijá-la, torpe de paixão,

Ainda que quisesse dizer não,

Seu coração quedou mais uma vez.

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 12/07/2024
Alterado em 12/07/2024
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