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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Loucura

Andava pelas ruas, sem destino,

A tropeçar no tempo e no espaço.

A maldizer a vida, a cada passo,

Desde os primeiros passos de menino.

 

Dizia-se um louco genuíno,

Desses que são poetas hoje em dia.

Um louco que o amor reverencia,

E que faz da loucura um dom divino.

 

Andava, sem destino, pelas ruas,

A tropeçar nas fases dessas luas,

Que brilham pelos céus de hoje em dia.

 

Dizia-se um louco sem loucura.

Desses que a poesia só procura,

Quando um poeta morre ou silencia.

 

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 23/08/2024
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