![]() O ocaso do amorJuntos, depois de longa primavera, A cultivar amor um pelo outro, Floriu a poesia de um broto, Que o vento do destino ali trouxera.
E viveram um sonho sem quimera, Um amor educado e complacente. Aquele amor que nunca trai ou mente, E pacientemente a vida espera.
Até que um certo dia, o acaso Roubou, de um soneto do Parnaso, Um verso de amor que foi desfeito.
E daí em diante, até agora, O amor pelo outro embolora, No mofo que restou dentro do peito. Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 16/10/2024
Copyright © 2024. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|