![]() Fora do TomEu sei que desafino, meu amor, Porque meu violão se embriaga, Toda vez que você me joga praga, Quando saio depois do sol se pôr.
Então sigo cumprindo a minha saga: Meu triste coração, desafinado, Anda, de bar em bar, de lado a lado... Na busca insistente duma vaga
Entre o atabaque e o pandeiro. E assim eu vou vivendo o ano inteiro, Com o meu violão fora do tom,
E com meu coração, de bar em bar, Que bate a procura dum lugar, Inda que seja o peito dum garçom.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 29/01/2025
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