No prelo há mais de 50 anos...

O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Bloco de sujo

Nos velhos carnavais antigamente,

Não havia o requinte de agora!

A orquetra tocava ô ô Aurora...

E o folião cantava alegremente.

 

Ainda hoje trago em minha mente

O meu bloco de sujo pelas ruas...

Pintados de carvão, as costas nuas,

Batucando nas latas, tão somente.

 

A mamadeira atada no pescoço;

Enfeite no cabelo (um falso osso);

Sob o aplauso honesto dos iguais.

 

Uma parada aqui, outra colá...

Um tropel a cantar olê olá...

Era só alegria e nada mais!

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 02/03/2025
Alterado em 02/03/2025
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