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O amor, poeta, é como cana azeda, A toda boca que não prova engana. (Augusto dos Anjos)

Textos

Aréola

O bico do seu seio me dá paz

Quando a ansiedade me instiga.

E vem como se fosse rima antiga

Trazida dos meus tempos de rapaz.

 

O bico do seu seio é capaz

De acordar meu estro adormecido,

Só pra ouvir calado o gemido

Do seu prazer eterno e fugaz.

 

Se fosse um verso, o bico do seu seio,

Eu o colacaria, sem receio,

No mais belo Poema de Neruda,

 

E faria um Soneto em se louvor.

O bico do seu seio, meu amor,

É a língua que fala quando muda.

 

Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 15/08/2025
Alterado em 15/08/2025
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